terça-feira, agosto 24, 2010

Estive doente
doente dos olhos, doente da boca, dos nervos até.
Dos olhos que viram mulheres formosas
da boca que disse poemas em brasa
dos nervos manchados de fumo e café.
Estive doente
estou em repouso, não posso escrever.
Eu quero um punhado de estrelas maduras
eu quero a docçura do verbo viver

(De um louco anônimo - transcrito por Caco Barcelos na reportagem Crime e Loucura, Folha da Manhã.)

3 comentários:

Jailda Galvão Aires disse...

Conheço este poema ainda bem jovem, de forma um pouco diferente. Dizem ter sido encontrado na parede de um manicômio.
Foi musicado por alguém e gravado por Augustinho dos Santos intitulado Doente.
Triste e belo!

Martinha Farias disse...

Em que livro eu encontro esse poema ? Muito lindo ...

Martinha Farias disse...
Este comentário foi removido pelo autor.