segunda-feira, março 20, 2006

swann.

devo dizer. ontem me tornei lenda viva das provas da cultura na ufc. por qual motivo? pergunte-me. tanta vergonha, tanto vexame que sequer coragem de escrever aqui o ocorrido eu tenho. foi engraçado, mas depois eu fiquei em graça. depois. quando estamos sozinhos com a nossa consciência.
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ah, estou nas últimas 100 páginas do último volume de "em busca do tempo perdido" do proust. está tão difícil as últimas páginas... ele se desfazendo das personagens que acompanhamos desde a infância. saudades da vovó, do swann, de todos. aliás, charles swann foi um dos que eu mais gostei. eu chorei com o swann. e não pude deixar de rir quando ele disse que a odette nem se quer fazia o seu tipo. foi apaixonado por ela a vida toda... proust diz que essas mesmas são as mulheres perigosas - as que não fazem o nosso tipo. porque cria-se um vínculo sem medo e por costume... mas um vínculo praticamente eterno que e se encerra quando se tem o amor por inteiro.
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aliás, o amor só funciona quando não se tem o objeto amado por inteiro.
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"Nada se compara à exaltação do melancólico crônico quando vem a alegria. Mas, antes de ter licença para chegar, a alegria deve fazer o cerco ao coração cansado. Me deixe entrar, ela geme, ela berra. O coração tem que ser forçado."- Susan Sontag

Um comentário:

renata disse...

charlie, é muito engraçado esse teu jeito de se sair das coisas. qualquer outra pessoa não teria a coragem q vc teve, e ainda receber água. daria tudo pra ver vc dizendo:cuidado, estão assaltando!!!quem diria que uma prova ia render tanto. te adoro
renata