quinta-feira, dezembro 30, 2004

novo ano.

quanto riso, oh! quanta alegria!
no novo ano que começa. dinheiro. saúde.
paz.
etc.

vamos ver aurora do novo ano.
tudo novo, vida nova.

êta vida besta, meu deus.

feliz ano novo.

sexta-feira, dezembro 17, 2004

música do explorado

Uma música ingênua após fumar um beck ingenuiníssimo.

Música do Explorado - LM

Oh, perceba
Ninguém presta atenção
em ninguém
ein? 3x

Oh, perceba
Ninguém presta atenção
Em ninguém

não
Estamos fazendo
coisas demais
Mas fazendo cada vez por menos gente

Por nós mesmos

Só nos vemos espelhados
Camuflados e escondidos

Não tão livre

Na frente das vitrines sob os vidros em meio às lojas

Com o nosso poder de compra: compra tudo
Compra a moral;
o bom mocinho;
coração e bons costumes

Compra a vc
mesmo
A maioria do Brasil
Que é explorado

Se reconheça irmão
Vc é explorado

Se reconheça irmão

Vc está dentro
De um modelo comum de brasileiro

Que
e, e, e,

É explorado

lojas
Armarinhos paulistas
nada pra essa gente

como a gente
são espertas demais

querem lucrar
quero lucrar!

e onde está a vida
em meio a tanta magoa?!?!
na vida ow na morte
você vai morrer por que matou também

mas de uma forma que vc nem irá perceber

porque é tristeza demais prum homem bom
fazer tudo sozinho irmão

é durante a lavoura
ou no levantar de sua peneira

mas tenha

É
esperança
perseverança e muita calma

ou pouca calma?
depende
nosso dia
está chegando
mas reconheça irmão a irmã

eu me encarrego
de fazermos
todos os convites

são estas as crianças
é com o sorriso delas
que eu consigo
atrair nova atenção
germinar essa semente
só assim pra ajudar toda essa gente

o grito é de união

mas aos amigos
com carinho
me suportem
que
eu os quero
ow
na vida na morte
além da vida

somente fazendo coisas boas irmão e irmã

sem aleluia

tenha fé irmão
ou amém

irmão vc me acalma
irmã serei sempre agente na tua história
seu amigo
um bom sorriso
um bom amigo
um bom sorriso

na lembrança de cristo que é perseverança humana e paixão

pela vida que só é vida com

não sei como mas amo vc
e quero viver também felizes
gente como a gente que somos
vocês
que vivem e querem viver melhor a vida ow ow

quarta-feira, dezembro 15, 2004

emiliana torrini - if you go away

If you go away on this summer's day,
Then you might as well take the sun away
All the birds that flew
in the summer sky
When our love was new
and our hearts were high
When the day was young
and the nights were long
And the moon stood still
for the night bird's song
If you go away, if you go away, if you go away.

But if you stay,
I'll make you a day
Like no day has been,
or will be again
We'll sail on the sun,
we'll ride on the rain
And talk to the trees
and worship the wind
But if you go,
I'll understand
Leave me just enough love to fill up my hand
If you go away, if you go away, if you go away.

If you go away,
as I know you will
You must tell the world
to stop turning
Till you return again,
if you ever do,
For what good is love
without loving you?
Can I tell you now,
as you turn to go
I'll be dying slowly
till the next hello
If you go away, if you go away, if you go away.

But if you stay,
I'll make you a night
Like no night has been,
or will be again
I'll sail on your smile,
I'll ride on your touch
I'll talk to your eyes
that I love so much
But if you go,
I won't cry
Though the good is gone from the word goodbye
If you go away, if you go away, if you go away.

If you go away,
as I know you must
There is nothing left
in this world to trust
Just an empty room,
full of empty space
Like the empty look
I see on your face
I'd have been the shadow
of your shadow
If you might have kept me
by your side
If you go away, if you go away, if you go away.

*

porque essa música me trava. a grosso modo. =~~~
doce satã. eu preciso ser forte.

domingo, novembro 28, 2004

L.H.

Eu não vou mudar não.
Eu vou ficar são.
Mesmo se for só.
Não vou ceder.
Deus vai dar aval sim.
O mal vai ter fim.
E no final assim calado eu sei.
Que vou ser coroado rei
de mim.

sábado, novembro 27, 2004

II

Não sejas o de hoje.
Não suspires por ontens...
Não queiras ser o de amanhã.
Faze-te sem limites no tempo.
Vê a tua vida em todas as origens.
Em todas as existências.
Em todas as mortes.
E sabe que serás assim para sempre.
Não queiras marcar a tua passagem.
Ela prossegue:
É a passagem que se continua.
É a tua eternidade.
É a eternidade.
És tu.

(Cecília Meireles)

sábado, novembro 20, 2004

a chuva.

vou recomeçar.
como se fosse uma continuação.
como seu eu houvesse persistido toda a minha vida.

esta manhã nublada não me mete medo.
não mais.
podem dizer a todo mundo que eu aceito.

não é preciso subir nem descer.
basta que eu fique aqui nesse momento.
aqui.
agora.
olhando através das vidraças.
a água que começa a correr.

quinta-feira, novembro 18, 2004

De profundis.

"Deus meu eu vos espero, deus vinde a mim, deus, brotai no meu peito, eu não sou nada e a deesgraça cai sobre minha cabeça e eu só sei usar palavras e as palavras são mentirosas e eu continuo a sofrer, afinal o fio sobre a parede escura, deus vinde a mim e não tenho alegria e minha vida é escura como a noite sem estrelas e deus por que não existes dentro de mim, eu não sou nada, eu sou menos que o pó e eu te espero todos os dias e todas as noites, ajudai-me, eu só tenho uma vida e essa vida escorre pelos meus dedos e encaminha-se para a morte serenamente e eu nada posso fazer e apenas assisto o meu esgotamento em cada minuto que passa, sou só no mundo, quem me quer não me conhece, quem me conhece me teme e eu sou tão pequeno e pobre, não saberei que existi daqui a poucos anos, o que me resta para viver é pouco e o que me resta para viver no entanto continuará intocado e inútil, por que não te apiedas de mim? que não sou nada, dai-me o que preciso, deus, dai-me o que preciso e não sei o que seja, minha desolação é funda como um poço e eu não me engano diante de mim e das pessoas, vinde a mim na desgraça e a desgraça é hoje, a desgraça sempre, beijo teus pés e o pó dos teus pés, quero me dissolver em lágrimas, das profundezas clamos por vós, vinde ao meu auxílio que eu não tenho pecados, das profundezas clamos por vós e nada responde e meu desespero é seco como as areias do deserto e minha perplexidade me sufoca, humilha-me, deus, esse orgulho de viver me amordaça, eu não sou nada, das profundezas clamos por vós, das profundezas clamos por vós das profundezas clamos por vós das profundezas clamos por vós."
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das profundezas a entrega final. o fim...

segunda-feira, novembro 15, 2004

luv.

ainda que eu falasse línguas, dos homens e dos anjos, se eu não tivesse o amor, seria como sino ruidoso. ainda que tivesse o dom da profecia, o conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência, ainda que eu tivesse toda a fé, a ponto de transpor montanhas, se não tivesse o amor eu não seria nada. ainda que eu distribuísse todos os meus bens aos famintos, ainda que entregasse o meu corpo às chamas, se não tivesse o amor, nada isso me adiantaria. o amor é paciente, prestativo. não é invejoso, não se ostenta, não se incha de orgulho. não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. o amor jamais passará. o amor é a fonte de qualquer comportamento verdadeiramente humano, pois leva a pessoa discenir as situações e a criar gestos oportunos capazes de responder adequadamente aos problemas do dia-a-dia.
palavras.
*
a vida nos engana com sombras. pedimos o prazer e ela nos dá dor, amargura e desilução. aí, nos achamos com um coração de pedra, desejando o ouro pelo qual uma vez tanto ansiamos. neste mundo só existem duas tragédias: uma, é não se obter o que se quer. e a outra é obter.
palavras.

domingo, novembro 14, 2004

C.F.A.

"Andei pensando em Adele H., em Boy George e em John Hincley Jr. Andei pensando nesses extremos da paixão, quando te amo tanto e tão além do meu ego que - se você não me amar: eu enlouqueço, eu me suicido com heroína ou eu mato o presidente. Me veio um fundo desprezo pela minha/nossa dor mediana, pela minha/nossa rejeição amorosa desempenhando papéis tipo sou-forte-seguro-essa-sou-mais-eu. Que imensa miséria o grande amor - depois do não, depois do fim - reduzir-se a duas ou três frases frias ou sarcásticas. Num bar qualquer, numa esquina da vida".
Extremos da Paixão / Pequenas Epifanias
*
e acabou de ser quebrada mais uma das milhares de milhões das promessas vazias que é constante. constante.

sábado, novembro 06, 2004

fragmento II.

"Aos poucos habituou-se ao novo estado, acostumou-se a respirar, a viver. Aos poucos foi envelhecendo dentro de si, abrir os olhos e novamente era uma estátua, não mais plástica, porém definida. Bem longe renascia a inquietação. À noite, entre os lençois, um movimento qualquer ou um pensamento inesperado acordava-a para si mesma. Levemente surpreendida dilatava os olhos, percebia seu corpo mergulhado na confortável felicidade. Não sofria, mas onde estava? - Joana... Joana... - Chamava-se ela docemente. E seu corpo mal respondia devagar, baixinho: Joana. Os dias foram correndo e ela desejava achar-se mais. Chamava-se agora fortemente e não lhe bastava respirar. A felicidade apagava-a, apagava-a... Já queria sentir-se de novo, mesmo com dor. Mas submergia cada vez mais. Amanhã, adiava, amanhã vou-me ver. Um novo dia porém perpassava pela sua superfície, leve como uma tarde de estio, mal franzindo seus nervos. Só não se habituara a dormir. Dormir era cada noite uma aventura, cair da claridade fácil em que vivia para o mesmo mistério, sombrio e fresco, atravessar a escuridão. Morrer e renascer."
(Perto do coração selvagem - C.L.)
*
até quando meu deus? até quando minha vida será um recortar e colar? até quando?
*
eu acho que isto está chegando ao fim. acho não. certeza. foi expelido precocemente.

quinta-feira, novembro 04, 2004

fragmento.

"Muitos anos de sua existência gastou-os à janela, olhando as coisas que passavam e as paradas. Mas na verdade não enxergava tanto quanto ouvia dentro de si a vida. Fascinava-a o seu ruído - como o da respiração de uma criança tenra -, o seu brilho doce - como o de uma planta recém-nascida. Ainda não se cansara de existir e bastava-se tanto que ás vezes, de grande felicidade, sentia a tristeza cobri-la como a sombra de um manto, deixando-a fresca e silenciosa como um entardecer. Ela nada esperava. Ela era em si, o próprio fim.Uma vez dividiu-se, inquietou-se, passou a sair e a procurar-se. Foi a lugares onde se encontravam homens e mulheres. Todos disseram: felizmente despertou, a vida é curta, precisa-se aproveitar, antes ela era apagada, agora é que é gente. Ninguém sabia que ela estava sendo infeliz a ponto de precisar buscar a vida. Foi então que escolheu um homem, amou-o e o amor veio adensar-lhe o sangue e o mistério.
(...)
Juntou todos os seus pedaços e não procurou mais as pessoas. Reencontrou a janela onde se instalava em companhia de si mesma. E agora, mais do que sempre, nunca se vira uma coisa ou uma criatura mais feliz e mais completa. Apesar de muitos a olharem com complacência, achando-a fraca.
(...)
Nada do que lhe diziam importava, assim como os acontecimentos, e tudo deslizava sobre ela e ia perder-se em água outras que não as interiores."
"Perto do Coração Selvagem - C.L."

domingo, outubro 31, 2004

linda canção.

Te extraño mas que nunca y no se que hacer
despierto y de recuerdo mal amanecer
espera otro dia por vivir sin ti
el espejo no miente me veo tan diferente
me haces falta tu

La gente pasa y pasa siempre van y van
el ritmo de la vida me parece mal
era tan diferente cuando estabas tu
si que era diferente cuando estabas tu

No hay nada mas dificil que vivir sin ti
sufriendo en la espera de verte llegar
el frio de mi cuerpo pregunta por ti
y no se donde estas
si no te hubieras ido seria tan feliz

No hay nada mas dificil que vivir sin ti
sufriendo en la espera de verte llegar
el frio de mi cuerpo pregunta por ti
y no se donde estas
si no te hubieras ido seria tan feliz

La gente pasa y pasa siempre van y van
el ritmo de la vida me parece mal
era tan diferente cuando estabas tu
si que era diferente cuando estabas tu

No hay nada mas dificil que vivir sin tisu
friendo en la espera de verte llegar
el frio de mi cuerpo pregunta por ti
y no se donde estas
si no te hubieras ido seria tan feliz

(Marco Antonio Solis)

'diário'.

"...(...meu Deus que é a morte? (...) Que é, meu deus, o para sempre – o eco duro e pomposo dessa expressão ecoada através dos despovoados corredores da alma -, o para sempre que na verdade nada significa, e nem mesmo é um átimo visível no instante em que o supomos, e no entanto é o nosso único bem, porque a única coisa definitiva no parco vocabulário de nossas possibilidades terrenas...)" (Diário - Lúcio Cardoso)

sexta-feira, outubro 29, 2004

entre risos.

whwh
jurava que esses dois últimos posts não haviam funcionado. na hora dava um erro, e eu batia com força na mesinha e era repreendido. hoje eu fico até 16 horas no colégio novamente. teremos cinema de graça - algum filme barato brasileiro. mas é de graça né? capaz que eu perca. nunca. essa semana estou me deliciando com a sylvia, minha mãe tinha razão de adorá-la. eu falo como se ela nunca tivesse razão, sempre ela tem razão.
*
"O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura". (Bíblia)
*
tem que ler de um tudo nessa vida. e eu gosto, podem jogar pedras. eu gosto.

quinta-feira, outubro 28, 2004

ódio.

eu odeio esse blog desgraçado. =queime no inferno, diabo.

colégio.

A lua e o teixo.
(Sylvia Plath)

"Esta é a luz do espírito, fria e planetária. As árvores do espírito são negras. A luz é azul. As ervas descarregam o seu pesar a meus pés como se eu fosse Deus, picando-me os tornozelos e sussurrando a sua humildade. Destiladas e fumegantes neblinas povoam este lugar que uma fila de lápides separa da minha casa. Só não vejo para onde ir.
A lua não é uma saída. É um rosto de pleno direito, branco como o nó dos nossos dedos e terrivelmente perturbado. Arrasta o mar atrás de si como um negro crime; está mudo com os lábios em O devido a um total desespero. Vivo aqui. Por duas vezes, ao domingo, os sinos perturbam o céu: oito línguas enormes confirmando a Ressurreição. Por fim, fazem soar os seus nomes solenemente.
O teixo aponta para o alto. Tem uma forma gótica. Os olhos seguem-no e encontram a lua. A lua é minha mãe. Não é tão doce como Maria. As suas vestes azuis soltam pequenos morcegos e mochos. Como gostaria de acreditar na ternura... O rosto da efígie, suavizado pelas velas, é, em particular, para mim que desvia os olhos ternos.
Caí de muito longe. As nuvens florescem, azuis e místicas sobre o rosto das estrelas. No interior da igreja, os santos serão todos azuis, pairando com os seus pés frágeis sobre os bancos frios, as mãos e os rostos rígidos de santidade. A lua nada disto vê. É calva e selvagem. E a mensagem do teixo é negra: negra e silenciosa."
*
deveria sair melhor estruturado, mas não sei como fazer. toda essa tecnologia ainda é muito nova para mim. estou no colégio esperando o toque da primeira aula da tarde. hoje assistirei duas aulas da tarde, e não tenho dinheiro para lanche nenhum. a fome já se alastra. queria passar o resto do dia na frente desse computador. peguei um livro vagabundo na biblioteca e estou buscando provas passadas para tentar imprimir por aqui mesmo e tentar resolver. claro que eu não consigo, mas a gente finge que sim. fingir resume tudo isso. e hoje não conto com o discman e, ao som, o toque do teclado dos outros. queria ouvir elliott smith (é assim que escreve?) ou gomez. alguma coisa que acalme a alma e prepare para mais algumas horas difíceis.
que cansaço.

necessidade mesmo.

alguém por favor tem algum livro de história antiga para me arrumar? preciso ler 2 mil capítulos e resolver 35 mil questões de primeira fase e 8 mil de segunda etapa. ah, e se possuir também aquele livro chato do Lima Barreto, pode me arrumar também, prometo controlar minha raiva e não fazer um baseado com as folhas.
até parece que a informação procede.
bom dia.

quarta-feira, outubro 27, 2004

lonestar.

lonestar where are you out tonight?
this feeling I'm trying to fight
it's dark and I think that
i would give anything
for you
to shine down on me
how far
you are
i just don't know
the distance
i'm willing to go
i pick up a stone that
i cast to the sky
hoping for some kind of sign
(norah jones)

*

com o indicador
direcione aos céus
e espere
que um raio
venha
e contigo
celebre
o elo sagrado

*

transcender.

terça-feira, outubro 26, 2004

autor desconhecido.

Olhe para todos a seu redor e veja o que temos feito de nós. Não temos amado, acima de todas as coisas. Não temos aceito o que não entendemos porque não queremos passar por tolos. Temos amontoado coisas, coisas e coisas, mas não temos um ao outro. Não temos nenhuma alegria que já não esteja catalogada. Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora, pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas. Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos. Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo. Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda. Temos procurado nos salvar, mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes. Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de ciúme e de tantos outros contraditórios. Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível. Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa. Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos o que realmente importa. Falar no que realmente importa é considerado uma gafe. Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses. Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer "pelo menos não fui tolo" e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz. Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos. Temos chamado de fraqueza a nossa candura. Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia...

domingo, outubro 24, 2004

=~

horrível se sentir tão inútil quanto esta carteira vazia. minha mãezinha está tristíssima e eu estou péssimo pois não posso fazer nada para ela se sentir melhor. nada. preciso de 1200 reais e coragem, muita coragem, para fazer o que eu estou pensando. não faça besteira mãe, eu preciso muito de você, te amo muito, e não sei o que seria de mim sem você. não sei mesmo. =~